domingo, 6 de agosto de 2017

GARRANDO NA PROSA

GARRANDO NA PROSA

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é jogar conversa fora. Sentar em algum lugar pra bater um papo seja com um ou um grupo de amigos. Isso me faz bem. Acho que pra todo mundo. Mas tem que ser real. O virtual só se realmente não houver jeito como por exemplo no caso do Airton que está em Londres. Aí não tem como. Só quando eu vou pra lá mesmo.

Reunir com amigos seja na casa de um ou no bar desopila, tira o peso que o dia a dia impõe sobre a gente. A gente fica mais relaxado, descontraído, fala mais bobagem, não precisa ter a formalidade que nos é conveniente, enfim, é muito bom. Gosto dos meus amigos, como gosto de me juntar a eles e quando vários se reúnem num local eu me empolgo e nem vejo a hora passar. Gosto do papo deles, gosto das idéias, das discussões sadias e construtivas, das conclusões engraçadas e das possíveis parcerias profissionais que podem sair dessas conversas também. É tão bom se ter esse contato visual, presencial, que pra mim o virtual é um complemento. Esse é mais frio, mais mecânico, dependente de uma maquininha que está se tornando cada vez mais necessária pra gente.

O ruim do celular é que tem gente que fica viciado , que não consegue largar do aparelho pra nada, que fica checando o tempo todo se chegou mensagem, por exemplo. Em alguns desses encontros que eu frequento, de vez em quando, uma amiga reclama quando os conviveres pegam no celular e ficam mais de um minuto com ele na mão não interessa fazendo o que. Ela brinca dizendo que vai colocar uma cestinha na entrada pra que deixemos nossos aparelhos lá antes de entrarmos pra curtir esse momento de reunião, de descontração, de jogar conversa fora.

Eu atualmente quero ficar o mais desconectado possível. Ficar mais de uma hora no computador sem algum objetivo acho exagero. Eu estipulo o tempo de um disco pra ficar de bobeira na frente da tela. De bobeira. Se eu faço alguma coisa mais intensa, mais trabalhosa, aí a coisa muda de configuração. Telefone é a mesma coisa. Não tenho a fissura de ver imediatamente as mensagens que me mandam. A não ser se for mensagem importante, que eu esteja esperando ou trocando, vejo as conversas em determinados horários. A hora que eu tô a fim de ver. Claro que não vou deixar de fazer nada disso até pelo fato de serem meios de comunicação e nenhum vai anular o outro.

Ainda vejo mail e os respondo quando necessário, vejo facebook e uso muito o messenger e o whats app, mas não fico o dia inteiro nisso. Acho que tem tanta coisa pra gente fazer, pra gente ver que a tecnologia não deveria ocupar o nosso tempo todo.

Comedidamente podemos fazer tudo que nos convém. No entanto acho que há um exagero das pessoas em permanecerem conectadas o tempo todo. Talvez conectada não seja a palavra certa por que eu também fico conectado o dia todo, mas eu modero o meu controle, o meu acesso. O que eu estou dizendo é que as pessoas ficam ansiosas por não terem uma mensagem lida ou respondida imediatamente, uma foto postada, curtida e comentada no facebook. Isso que eu acho um exagero.

Além de exagero chega a ser uma falta de respeito. As pessoas vão pra restaurantes pra ficarem digitando em celulares, e o pior, já vi isso em algumas apresentações teatrais. Por mais que se peça pra manter os aparelhos sonoros no modo silencioso ou no vibratório, ainda existe gente que quer ser má educada mesmo.  


Com tanta coisa bacana a ser feita, a ser aproveitada que as pessoas deixam de fazer pra ficar online o tempo todo. Sempre vai ter um livro bom perdido numa estante, todo dia tem um por do sol pra se assistir, um filme bacana de vez em quando passa no cinema, uma peça de teatro ou um show pra se assistir, um papo com os amigos, ou seja, existe vida além das telas de celular e computador.

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